domingo, 6 de novembro de 2011

Sujeitos Queer em cartaz: uma análise discursiva do corpo em (trans)formação

domingo, 6 de novembro de 2011 0
Em todas as sociedades, se o corpo é tomado de linguagem, é por ser capaz de produzir sentidos. Investindo na Análise do Discurso francesa como uma teoria semântica – especificamente, pelas considerações de Pêcheux (2008), para quem o discurso é a relação entre a Língua e a História –, diremos que o corpo é construído linguisticamente por práticas discursivas executadas por indivíduos na criação de uma identidade e no processo de subjetivação. Nosso objetivo é analisar enunciados imagéticos que mostram o corpo do travesti, e como ele, por práticas discursivas, transforma-o, subjetivando-se, criando uma identidade, reiterando-a (ou repelindo) pelas memórias discursivas tecidas em torno do gênero e do sexo. Como corpus, temos um recorte de enunciados (verbais e não-verbais) que, em sua maioria, trazem cartazes de eventos para o público transgênero em que se vê a exibição do corpo. Assim, questionamos: por que esse corpo e não outro, quando o padrão de gênero é normativamente binário? Para a Teoria Queer (BENTO, 2006), o travesti desestabiliza tal padrão, escorre pelas fissuras e inventa seu modo de vida: a travestilidade. Desse modo, é na escavação de discursos – tecendo memórias em torno da travestilidade –, que somos levados, enquanto leitores, a reconhecer nos enunciados, os indícios que nos apontem o travesti, estabelecendo um paradigma indiciário (GINZBURG, 2009), e observando, pela intericonicidade (COURTINE, 2006), como a repetição icônica do corpo do travesti nos enunciados faz com que esse indivíduo anormal (FOUCAULT, 2008) seja reconhecido e interpretado como tendo este modo de ser e esta identidade.

Ms. Emanoel Raiff Nóbrega


No mundo das aparências: uma análise do discurso publicitário da moda

Disseminada em diversos segmentos da sociedade, a moda incita no sujeito o desejo de ser visto, pois no mundo das aparências o “existir” não se faz somente pelo “ter”, porém “ser” é proporcionado pelo “aparecer”. Neste contexto a moda tece uma intrínseca relação com o sujeito, configurando-se como elemento integrante na construção das identidades. Considerando que este processo é influenciado pelas práticas discursivas (FOUCUALT, 2005), o objetivo principal deste trabalho consiste em analisar o processo de construção da(s) identidade(s) no/pelo discurso da moda. Entendemos moda como um sistema com regras e coerções, porém constituído por brechas, rasgos, e são por estes que se pode entrever como os sujeitos resistem aos caprichos da moda. O corpus da pesquisa é composto por fotografias da campanha publicitária produzida pela grife brasileira Fórum, estampadas na revista Veja, em março de 2006. No entanto, outros corpora, imagens, textos literários, vão se costurando a estas fotografias dando condições para que se estabeleça a análise. Para tanto, as análises serão efetivadas a partir dos postulados teóricos desenvolvidos por Michel Pêcheux, para o qual o discurso se dá mediante a relação da língua com a História, num gesto que envolve estrutura e acontecimento.


Ms. Gesiel Prado



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Novas Identidades da Resistência Homossexual: com a palavra, os ursos

Tomando como objeto de estudo a categoria homossexual dos “ursos” e apoiando-se, fundamentalmente, nos conceitos de identidade, poder e resistência teorizados por Michel Foucault e Zigmund Bauman, tentaremos nessa pesquisa: analisar que mecanismos de produção identitária são utilizados pelos ursos para construir uma identidade de resistência em meio a várias identidades que configuram o universo homossexual nas sociedades modernas, no jogo das relações de poder; escrever como se dão os processos de subjetivação do urso, a fim de não ser assujeitado por outra identidade homossexual e explicar a relevância do estereótipo no processo de criação desta nova identidade homossexual. Para tanto, serão analisados os profiles de ursos inscritos no site de relacionamento Bear 411.com.
 Ms. JJ Domingos



Efeitos de relações de poder no discurso ecológico sobre a preservação de árvores da arborização urbana de Recife/PE


Neste trabalho procuramos mostrar como se produzem os efeitos de sentido resultantes dos dizeres de sujeitos institucionalizados e não-institucionalizados que se encontram em embate quanto à preservação ambiental. Para tanto, propomos como objetivo principal analisar, no âmbito do discurso ecológico, através de diferentes posições-sujeito, os efeitos das relações de poder observadas na política de preservação de árvores da arborização urbana de Recife, estado de Pernambuco. Esta pesquisa é de caráter bibliográfico e analítico, pois faz uso de conhecimentos didáticos e jurídicos retirados principalmente de livros e artigos científicos, com fins de analisar denúncias e justificativas extraídas de textos midiáticos. O corpus selecionado trata do manejo e da preservação do arboreto urbano recifense, sendo composto por dispositivos legais e, também, de textos contendo posicionamentos de munícipes e do Poder Público Municipal, que circularam no periódico pernambucano “Jornal do Commercio” no período de junho de 2006 a setembro de 2008. Como referencial teórico, utilizamos a Análise de Discurso francesa (AD), a partir das reflexões de Michel Foucault e Michel Pêcheux, assim como de colaboradores da AD brasileira. A questão da preservação de espécimes da arborização urbana é discutida considerando-se: a competência da Administração Pública na proteção e preservação do bem ambiental, discutindo-se as práticas de manejo de exemplares vegetais; a legitimação da preservação ambiental “no verdadeiro” do discurso ecológico desta época; a investigação sobre a consumação de crime ambiental, baseada em efeitos de sentido decorrentes da teia de relações interdiscursivas. A gestão incorreta do arboreto urbano, além de remeter a práticas sociais que tratam sobre responsabilidade ambiental, danos e penalizações para o sujeito institucional, também provoca a conscientização quanto à importância e necessidade de preservação desses bens ambientais para gerações presentes e futuras.

Ms. Carlos Medeiros 


 
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